Você conhece a superbactéria?

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Infelizmente, o uso indiscriminado de remédios sem prescrição médica é um problema para a população. E o pior é que essa ação incorreta pode prejudicar ainda mais a saúde do doente. No caso dos antibióticos, o remédio usado erroneamente pode fortalecer as bactérias e criar um problema ainda maior para o paciente.

Em 2000, foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos a bactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase), também conhecida como superbactéria, que depois de ter sofrido uma mutação genética adquiriu resistência a múltiplos antibióticos (especialmente aos carbapenêmicos. Essa característica pode estar diretamente relacionada com o uso indiscriminado ou incorreto de antibióticos.

A KPC pode ser encontrada em fezes, na água, no solo, em vegetais, cereais e frutas. A transmissão ocorre em ambiente hospitalar, através do contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene. A KPC pode causar pneumonia, infecções sanguíneas, no trato urinário, em feridas cirúrgicas e enfermidades que podem evoluir para um quadro de infecção generalizada, muitas vezes, mortal.

Médico especialista em infectologia e responsável pela assessoria científica nesta área no Hermes Pardini, o Dr. Guenael Freire explica mais sobre a superbactéria e como fazer para evitá-las.

Pergunta: O que é a superbactéria?
Dr. Guenael: Entende-se como superbactéria aquela que é capaz de resistir aos principais e mais modernos antibióticos empregados. Várias espécies de bactérias apresentam essa característica, mas atualmente a Klebsiella pneumoniae, resistente aos carbapenêmicos, é a mais preocupante.

P: Há um grupo preferencial para a KPC?
DG: Sim. As pessoas que já possuem outras doenças, com a imunidade comprometida, em uso de antimicrobianos ou submetida a procedimentos invasivos são mais propensas à infecção. Por isso, pacientes críticos, em CTI, estão mais sujeitos ao problema.

P: Como se contrai?
DG: A transmissão de microrganismos multirresistentes ocorre principalmente em ambiente hospitalar, por meio do contato. Por exemplo, se alguém ou algum profissional toca em um paciente já colonizado pela bactéria e não higieniza adequadamente as mãos, pode transmitir para outro paciente.

P: O que ela causa no organismo?
DG: Os sintomas dependem do órgão acometido. Infecções respiratórias, como pneumonia, causam tosse, febre e falta de ar. As infecções urinárias podem causar dificuldades e ardor ao urinar, além de febre.

P: Como é o tratamento?
DG: Os antibióticos tradicionais não são capazes de tratar adequadamente, por isso às vezes utilizam-se medicamentos que não são tradicionalmente empregados em infecções graves, ou mesmo a combinação de antibióticos, para tentar debelar a infecção, com resultados variáveis.

P: Existe alguma forma de prevenção?
DG: Sim. As precauções dentro dos hospitais, como higienizar adequadamente as mãos e objetos compartilhados pelos pacientes, bem como definir leitos específicos para pacientes colonizados, reduz a transmissão nesses lugares.

P: Os hospitais estão preparados para combater a doença?
DG: Sim. Falando especificadamente de Belo Horizonte, por exemplo, os hospitais que contam com a Comissão de Controle de Infecções Hospitalares atuante monitoram continuamente as bactérias circulantes e promovem ações para a prevenção de surtos.

P: Existe risco de epidemia?
DG: Não. Essas superbactérias na verdade raramente causam doença em pessoas saudáveis. São considerados agentes oportunistas, mas medidas básicas de higiene, como lavar as mãos, nunca são demais.

Fonte: www.hermespardini.com.br


Você já ouviu falar da Fome Oculta?

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O que você coloca em seu prato é nutritivo? É importante pensar sobre isso para evitar a chamada “fome oculta”. Trata-se de uma ausência nutricional decorrente, em geral, da má absorção ou falta de micronutrientes para o pleno funcionamento do organismo.

Os micronutrientes se dividem em vitaminas – como A, C, E, B, ácido fólico, potássio – e minerais – ferro, zinco, iodo, selênio, manganês, molibdênio e outros – e estão em diversos alimentos de origem animal e vegetal. Para que os micronutrientes sejam absorvidos, é preciso ingerir macronutrientes carboidratos, glicídios, lipídeos e protídeos e água.

Em números, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada quatro pessoas no mundo tem fome oculta. “Qualquer indivíduo pode apresentá-la. Entretanto, gestantes e crianças nos primeiros dois anos de vida estão mais propensas a essas carências”, comenta Paulo Giorelli, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). As três maiores deficiências nutricionais no globo envolvem vitamina A, iodo e ferro – cuja carência (anemia) é considerada a mais comum no mundo -, indica a OMS.

A fome oculta não apresenta, em princípio, sintomas aparentes, explica a nutricionista Lenita Gonçalves de Borba, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo. Ela pode começar com cansaço e chegar até a apresentar questões severas. “Em estágios avançados, a fome oculta vira outras doenças, como envelhecimento precoce, complicações cardiovasculares e osteoporose. A condição ocorre porque muitos micronutrientes são responsáveis por prevenir estas enfermidades”, ilustra.

“Situações de estresse, verminoses, exercícios exagerados sem orientação e associados às dietas restritivas, intervenções cirúrgicas e até infecções estão na lista de outros distúrbios que podem enfraquecer o organismo e consequentemente dificultar a absorção de icronutrientes”, acrescenta ela.

Para identificar a fome oculta, é importante a consulta médica, em especial ao nutricionista e nutrólogo. O paciente é submetido a uma série de exames, que inclui a investigação do histórico alimentar e pode determinar as carências nutricionais. Após esta fase, é prescrita a dieta, aliada à atividade física e, dependendo do quadro, indicado o uso de suplementações.

Segundo os especialistas, o grande dilema está na diversificação da alimentação diária. Ora exageramos nas massas, carnes e guloseimas, ora “pulamos” refeições ou apenas comemos a “dupla” alface e tomate. Estas práticas são prejudiciais.

Portanto, melhoria alimentar se resume em uma palavra: equilíbrio. “Todos os alimentos, in natura ou industrializados, quando consumidos adequadamente, são fontes saudáveis. No entanto, devemos ter consciência de hábitos alimentares sem restrições e exageros”, observa a engenheira de alimentos Ana Maria Giandon, consultora em assuntos regulatórios da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad).

A afirmação tem sentido: consumir muito açúcar, sódio, carboidrato, gordura saturada e não ingerir frutas, verduras e leguminosas são hábitos que, somados ao sedentarismo, desencadeiam os temidos excesso de peso e obesidade. O hábito de fazer um prato, dito “colorido”, deve ser passado desde cedo. A alimentação balanceada inclui cafés da manhã com frutas, pães, fibras e cereais integrais; almoços com variação de verduras e legumes, opções de proteínas – carnes magras vermelhas (bovinas) e brancas (peixes e aves). E mais: lanches e jantares leves, além de não ignorar refeições, moderar com carboidratos (massas), doces, refrigerantes e frituras.

Giandon esclarece ainda que a adição de vitaminas e minerais aos alimentos industrializados está prevista na legislação brasileira como alternativa de consumo dos micronutrientes. “O problema não é comer um biscoito vitaminado, mas sim quando existe o exagero nesse ato. O cenário atual é que, por conta da falta de tempo, as pessoas acabam se alimentando inadequadamente. Substituem uma fruta por um doce, por exemplo”, enfatiza.

Isso reforça o fato de que o acesso fácil ao alimento não implica uma refeição equilibrada. “Para que ocorra uma nutrição eficiente, é necessá-ria uma dieta balanceada. É preciso identificar e valorizar os alimentos com alto valor nutritivo, respeitando as diferenças regionais presentes no País”, destaca o nutrólogo Giorelli. Afinal, o fio condutor da saúde está na boa alimentação e, por isso, é essencial pensarmos no que comemos.

fome oculta

Fonte: Revista da Abramge/Medicina Social de Grupo.


Menopausa e Reposição Hormonal

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A transição da vida reprodutiva para a não reprodutiva, na mulher, recebe o nome de climatério. Dentro desse período de tempo ocorre a última menstruação, a menopausa. Essa, apesar de ser reconhecida há séculos, é considerada um fenômeno moderno por ganhar notoriedade com o rápido aumento da população de idosos no século XX.

Estudos populacionais mostraram que a menopausa ocorre por volta dos 50 anos e a organização Mundial de Saúde define como idoso o indivíduo de 65 anos ou mais. Uma vez chegada essa fase da vida, a mulher tem que se adaptar às novas situações, como por exemplo, o sobrepeso ou a obesidade com distribuição andróide da gordura levando à perda da beleza física, a modificação na estrutura familiar causada pelos filhos que saíram de casa ou que, mesmo lá, já não estão mais sob seus cuidados como antes. Não raro surgem dificuldades importantes no casamento geradas pela perda do desejo e dificuldades no ato sexual devido ao ressecamento vaginal. Associadas a esses fatores estão as ondas de calor, quase sempre noturnas, causando perda de sono, irritabilidade e desânimo no dia seguinte.

A ciência moderna propõe para o alívio dessas alterações a reposição hormonal. A princípio foi aceita de forma quase irrestrita por um grupo de estudiosos e criticada por outros que consideravam o climatério como sendo um evento natural e isento de benefícios com essa forma de abordagem. Mas, a preservação da massa óssea com redução do risco de fraturas advindo do seu uso nos primeiros anos subsequentes à menopausa, a distribuição mais feminina da gordura corporal,o alívio das ondas de calor e da irritabilidade, a melhoria na aparência da pele, cabelos e unhas, a melhora do ressecamento vaginal e dos problemas urinários levantaram a auto-estima da mulher e fizeram da reposição uma opção de tratamento.

Como todos os produtos hoje em uso nas mais variadas doenças, a reposição hormonal também apresenta, associados aos benefícios , efeitos colaterais e até mesmo contra-indicações absolutas do seu uso.
O grande impacto na sua utilização surgiu com a divulgação de dois trabalhos científicos publicados em1998 e 2002 (HERS, WHI). O primeiro aboliu o uso da reposição com a finalidade cardio protetora e o segundo mostrou que determinada dosagem, quando usada por mais de cinco anos, em mulheres sem sintomas prévios, com mais de 60 anos de idade, aumentou o risco relativo de câncer de mama. Mas, ainda que existam dúvidas na comunidade científica de que esse tratamento tenha influenciado o aparecimento dessa doença, outros trabalhos parecem mostrar uma melhor sobrevida nas usuárias do produto e que tiveram o câncer , em relação as que não usavam e mesmo assim tiveram a doença. Por outro lado a reposição exerce uma proteção sobre a incidência do câncer colorretal.

Frente ao que se conhece hoje sobre as vantagens e desvantagens desse tratamento, a mulher deve estar consciente de que os vários produtos existentes no mercado, para fins de reposição hormonal,têm dose e combinações diferentes de substâncias diversas. Essas diferenças irão influenciar na escolha, que será individual,podendo ter a variação da via de uso do produto, como pela pele, vagina, boca ou implantes; conforme a idade sintomas, tempo de menopausa, outras doenças associadas, história familiar e da vida de de cada um. Todos esses fatores, como vêem, são individuais e fundamentais na decisão de se indicar ou não, como indicar e por quanto tempo usar. Por todos esses motivos,somente o especialista, após conhecer sua história de vida, fazer o exame físico, analisar seus exames laboratoriais e mamográficos, estará apto a avaliar e decidir junto com você sobre os riscos e benefícios do seu uso.

SINTOMAS DA MENOPAUSA.
Se bem que algumas mulheres não sintam nada durante o período da menopausa, a maioria poderá apresentar alguns sintomas como:

Ondas de calor
Insônia
Irritabilidade
Ressecamento vaginal
Diminuição da atenção e da memória
Suores noturnos
Menor desejo sexual
Depressão
Dor durante o ato sexual


Hipertensão Arterial

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A hipertensão arterial ou “pressão alta” é uma das doenças mais comuns na raça humana, presente entre os povos, de todos as partes do mundo. Não existe dado seguro quando sua prevalência em nosso meio, porém estima-se que exista cerca de 30 milhões de hipertensos no Brasil.

Trata-se de uma doença de origem multicausal e multifatorial agravadas por fatores de riscos associados como hereditariedade, tabagismo, elitismo, sedentarismo, diabetes, raça e sexo. As complicações cardiovasculares relacionadas à doença tem importante conseqüências sociais e econômicas.

É de fácil diagnóstico, porém por ser muitas vezes assintomática, é subestimada. É relevante que a comunidade envolvida na assistência a saúde, forneça informações e orientações à população visando seu diagnóstico, medidas de prevenção e tratamento apropriado.

O objetivo do tratamento é evitar complicações cardiovasculares tais como derrame cerebral, insuficiência renal e cardíaca, infarto do miocárdio e vasculopatias periféricas. Para tanto, os níveis pressóricos devem ser abaixo de 140 x 90 mmHg. Ressalta-se que os pacientes que apresentam maior risco para doenças cardiovasculares como diabéticos apresentam maior benefício com níveis abaixo 130 x 85 mmHg. Para atingirmos estas metas contamos com medidas não medicamentosas tais como mudança no estilo de vida( redução do peso, alimentação com pouco sal, prática de atividades físicas, medidas para redução do stress). Com relação terapêutica farmacológica, contamos com várias classes de medicamentos que podem ser usada isolados ou associados, porém, cuja a indicação adequada passa por avaliação médica criteriosa.


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